Formação de capital humano para a transformação digital -  Especial - Agência Telebrasil

Futuro da indústria de petróleo e gás passa pelo trabalhador digital

03/09/2019

O setor de petróleo e gás direciona seus investimentos para a transformação digital e há muitos postos de trabalho sendo recriados, principalmente, na produção de petróleo no mar e em águas profundas onde há a exigência de muita inovação, observam a presidente da Associação Brasileira de Recursos Humanos do Rio de Janeiro, Lúcia Madeira, e Rachel Goldgrob Milech, sócia sênior da Korn Ferrry especialistas que participaram da O&G TechWeek, principal evento de tecnologia e inovação no setor, promovido pelo Instituto Brasileiro do Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP), realizada em agosto, no Rio de Janeiro.

A presidente da ABRH do Rio de Janeiro, Lúcia Madeira, confirmou a busca por trabalhadores ligados às novas profissões como, por exemplo, cientistas de dados e desenvolvedores de software. "As competências de relacionamento, solução de problemas e criatividade farão a diferença nas empresas. Por isso, elas buscam perfis menos técnicos, com habilidades de comunicação e relacionamento. Profissionais curiosos, com vontade de aprender (e desaprender para aprender de novo, entendendo que isso é um ciclo), conectados e resilientes", pontuou.

Para Rachel Goldgrob Milech, sócia sênior da Korn Ferrry, a abertura do setor de óleo e gás e o reaquecimento das atividades de Exploração e Produção no Brasil acontecem em paralelo ao aumento contínuo da utilização de novas tecnologias em diferentes processos da indústria. Duas tecnologias despontam à frente: inteligência artificial e ciência de dados. "Algumas empresas já estão investindo em startups de tecnologia para criarem soluções para desafios em diferentes áreas. A expectativa é de que o uso de tecnologias disruptivas permitam tomadas de decisão cada vez mais rápidas e assertivas e contribuam para os indicadores de eficiência operacional, confiabilidade e segurança, entre outros", reforçou.

Os estudos da consultoria norte-americana Korn Ferry demonstram que os executivos que serão bem-sucedidos na criação deste futuro digital, inclusive em indústrias mais tradicionais, devem apresentar um conjunto de experiências, características, competências e motivadores que permitam navegar diante de mudanças contínuas, das ideias disruptivas e, também, da complexidade.

Ainda de acordo com o estudo da Korn Ferry, gerenciamento da ambiguidade, adaptabilidade situacional, cultivo da inovação, inteligência emocional, agilidade de mudança, engajamento e capacidade de persuasão são as principais competências apresentadas pelos líderes digitais com melhor desempenho.

As tendências do futuro do trabalho incluem o aumento da diversidade de gerações nas equipes, maior agilidade e flexibilidade na gestão e foco na experiência do empregado. Até por isso, cresce a busca por executivos capazes de não apenas trazer inovação, mas prontos para provocar e promover transformação em sentido mais amplo considerando pessoas, processos e tecnologia.

O reaquecimento do mercado de petróleo e gás é comprovado pelos dados divulgados pela Petrobras. A estatal reportou que a produção total de petróleo e gás, incluindo líquidos de gás natural (LGN) no mês de agosto foi de 3 milhões de barris de óleo equivalente por dia (boed), tendo a produção diária alcançado 3,1 milhões boed, ambas atingindo recorde. Além disso, a média da produção no pré-sal (incluindo a parcela dos parceiros), em agosto, foi de 2,2 milhões boed, tendo a produção diária atingido 2,5 milhões boed, também representando recordes para a companhia.

Jovem de 18 anos cria modelo de alfabetização a partir do uso da robótica

Filha de pescador e dona de casa, Ivia Tainá está à frente de um projeto que une a tecnologia à educação em Santa Luzia do Itanhy, no Sul do Sergipe.

Universidades voltadas para TICs ainda não entraram no século 21

"As faculdades pararam no século 20. Os cursos são chatos, muito teóricos e com pouca prática. E o que tem de importar é a resolução dos problemas", adverte o especialista Alexandre Nicolini.

Educação a distância remodela a formação dos novos profissionais

Mercado global de capacitação a distância gira, hoje, em torno de R$ 240 bilhões ao ano e tem muito por crescer no Brasil, principalmente, no mercado corporativo, diz Sylvia Meirelles, diretora da edTech Fábrica de Cursos.

Jovens brasileiros não vivem sem a Internet, mas a escola é a base da formação

Um estudo conduzido pela Rede Conhecimento Social, em parceria com o Ibope Inteligência, com jovens entre 15 e 29 anos mostra que para eles a escola e o professor são cruciais na formação profissional e de vida.


Formação de capital humano para a transformação digital - clique aqui e veja todo o especial.

Agência Telebrasil
Copyright © 2019 Telebrasil - Associação Brasileira de Telecomunicações
A Reprodução do conteúdo da Agência Telebrasil é autorizada mediante a indicação da fonte